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Debate sobre a humanização da medicina conta com a
participação de renomados palestrantes
Professor Chao Lung Wen expõe sobre a Telemedicina e
suas aplicações para a melhoria do atendimento médico, da
educação em saúde e da qualidade de vida
19.10.2010
Micheline Galvão

Professor Chao durante palestra sobre
humanização da medicina

Sociólogo Sérgio Amadeu e engenheiro Marcelo Zuffo
também participaram de um debate no final da apresentação
O chefe da Disciplina de Telemedicina (DTM) da Faculdade de Medicina (FM) da
Universidade de São Paulo (USP) foi um dos convidados a participar do evento
“Medicina, cultura e arte”, que ocorreu de 9 a 11 de outubro, na Escola Superior
de Propaganda e Marketing de São Paulo (ESPM). Organizado pelo projeto Sorrir é
Viver e pela Faculdade de Medicina do ABC, o evento reuniu estudantes,
profissionais da área de saúde, educadores e pessoas ligadas à arte.
No primeiro dia, o professor Chao participou de uma mesa sobre o tema “Redes
e máquinas inumanas humanizam a medicina?”. Com esse questionamento, foi
aberto um debate, com a presença do engenheiro Marcelo Zuffo, da Escola
Politécnica (POLI) da USP, que defendeu a utilização de tecnologias
desenvolvidas no Brasil para diminuir os custos dos equipamentos utilizados na
área da saúde; e com a presença do sociólogo Sérgio Amadeu da Silveira, que
enfatizou a ligação cada vez maior entre o homem e a tecnologia e falou sobre a
medicina atual, uma das principais expressões socioculturais da modernidade.
O professor Chao explicou como Telemedicina vem utilizando a tecnologia a favor
da humanização do atendimento e da democratização do conhecimento, bem como de
sua atuação junto às populações carentes. Como exemplos, o professor Chao
apresentou o projeto Homem Virtual, com imagens dinâmicas em computação gráfica
3D, voltadas para a educação sobre o corpo humano; a Série Juventude, que leva
conhecimento em saúde para estudantes dos ensinos fundamental e médio e as
videoconferências, que ligam locais remotos do país a grandes centros da
medicina, humanizando o atendimento de pacientes, potencializando a troca de
informações sobre casos clínicos e, consequentemente, gerando conhecimento.
O professor concluiu que “a questão não está na máquina, mas no ser humano”, ou
seja, é possível humanizar a medicina utilizando máquinas, desde que o homem
seja capaz de potencializar o seu uso em ações positivas que levem ao bem-estar
social.
Após a apresentação dos palestrantes foi aberto um debate, que contou com
perguntas e ressalvas da plateia. Na ocasião, estudantes, professores e outros
participantes elogiaram o trabalho desenvolvido na Telemedicina da USP.